quarta-feira, 10 de março de 2010

SÚPLICA POÉTICA

Bem que eu vi a poesia agonizando
Nos escombros de versos deformados
Sem rimas, sem métricas, mutilados
Sem inspiração, mas ainda respirando

Suplicando por toda parte
Ao grande poeta, o seu criador
Que não a deixe órfã, por favor!
Da beleza que revigora a arte

Livrai daqueles maus feitores
Que empesta a mídia todo dia
Com canções desprovidas de poesia
Poluindo os ouvidos dos senbhores

Que os deuses o conbcedam o perdão
Não sabem o que fazem ao escrever
São efêmeros, com certeza vão morrer
Esquecidos, por não terem a inspiração

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MEUS CARNAVAIS

Quem disse que acabou o carnaval
Que esta quarta tudo virou cinzas
Esquece que o amanhã não é sempre igual
E que ainda existe o sol que ilumina

Despi das fantasias do passado
Para refazer-me novamente
Desfilo com a certeza do meu lado
E o futuro me acenando no presente

Faço da vida
Meus carnavais
Ficar sem brilhar
Na avenida jamais.
(música carnavalesca inédita)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

OUTROS CARNAVAIS

Espere aí
Eu vou com vocês
É...mais uma vez
Entrar nessa folia

Vê se me espera
Na praça do Coqueiros
Amigos companheiros
Cadê minha fantasia

Acho que está
Na face da alegria
Na pura poesia
Na inspiração

De uma gente
Que faz de improviso
Da tristeza o riso
A cada geração

Côco maluco
Por que ele se encantou
E nos fantasiou
Com os trajes da saudade
Café, amigo
Te esquecer jamais
Fizestes os carnavais
No calor da amizade!
(música em homenagem do bloco Côco Maluco
amigo Café)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FRAGMENTOS DA VIDA

Não quero mais viver em fragmentos
Ver-me em pedaços, pela metade.
Mendigando essa tal felicidade.
Por ignorar da vida os adventos

Quero me sentir meu próprio herói.
Superando  meu vilão invisível
Dizer que sou capaz e é possível.
Ceifar o inimigo que me destrói.

Sou ciente do quanto já perdi.
Quantas dores e renúncias cometi.
Em nome de um prazer que me condena.

Quero ter o que antes subestimei.
Aprender a amar os que não amei.
E acreditar que a vida vale pena!.

A FACE OCULTA DO POETA

A arte do pintor
É a sua verdadeira face
Exposta no disfarce
Pra não revelar a dor

E a do poeta
São os seus versos
Onde ficam submersos
As contradições do amor

Agora o ator
Convive com o dilema
Quando ele entra no palco
Só ele sai de cena

Mas cada um se completa:
O pintor rabisca a criação
O ator interpreta a inspiração
Que representa a poesia...o poeta!

ICAPUÍ

É bem ali
É bem ali
Icapuí
Icapuí

De frente ao mar
Vizinho à lua
Perto das estrelas
É, praia não tem rua

É bem ali
é bem ali
Icapuí
Icapuí

Fale pra aquele jangadeiro
Pra nunca ancorar
Este barco ligeiro

Peça pra manter firmeza
Que as marés e a correnteza
Não deve te afogar
Aprume o leme e abra as velas
Que o vento das janelas
Dos sonhos vão soprar.

Representa nossa terra
Do alto-mar até a serra
Seu destino é navegar
(MÚSICA INÉDITA)

UM PUNHADO DE POESIAS

Oh meu pai, por favor
Minha mãe não insista não
Eu não quero ser doutor
Não tenho nenhuma vocação
Meu negócio é fazer versos
Quando vem inspiração

E quando me chega a melodia
Com um punhado de poesia
Faço uma bela canção

Gosto mesmo é de ouvir
Um galope à beira-mar
Um canto , um improviso
Do artista popular

Ai como me dava alegria
Ouvir Elizeu Ventania
Concriz e João preá

Gosto mesmo é viajar
De trem, de carro ou a pé
Lendo um livro ou um cordel
Do Patativa do Assaré

E os versos de Antônio Francisco
Tem a força de um corisco
E a beleza da mulher.
(Música Inédita)