quinta-feira, 17 de maio de 2012

COMO É QUE PODE?

Como é que pode
A nossa vida ser assim:
 Às vezes cedo a gente chega ao fim
Sem realizar aquilo que sonhou
E não é mole!
Ver alguém partir antes da hora
Sem se despedir nos deixa e vai embora
Fazendo sofrer quem tanto vos amou
 É por isso que não consigo entender
Se aqui se vive prum dia morrer
Por que não podia se diferente?
 Se acredito que vale a pena viver
Se sou feliz e a todos dou prazer
 que não posso viver eternamente?
 Então é bom cada um aproveitar
 Nenhum segundo se despediçar
Com tristezas e lamentações
Se a vida é curta
E o amanhã é mais uma incerteza
Faça do seu tempo sua maior
 viva intensamente as emoções!
(música inédita)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

MEU PRÓPRIO EU

Se queres me encontrar
Me procure nas canções
Que ainda vou compor
Na inspiração regada
Pela mesma dor
Que me faz poeta
Que me faz poeta
 Caso não me encontre
 Estou no silêncio Da imaginação
 Entre versos e acordes
 Do meu violão
 Basta me sentir
Tens a arte de ouvir
 Não precisa me ver
Muito menos me tocar
Sou metade de um ser
Que a outra não vai revelar
Sou fragmentos
Sonho e sonhador
Puro movimento
Criatura e criador.
(música inédita)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

NOSSO VERBO AMAR

Já fizemos do presente
O nosso Futuro
E juro que não dá
Mais nada pra alcançar


O nosso pretérito
Está tão imperfeito
Eu acho que não há
Mais comoconjugar


O nosso amor
Não está assim tão vivo
Ele ficou, ficou sim
No subjuntivo.
Não cabe mais
Nos meus versos e artigos
Ele ficou bem pra trás
Por está no intransitivo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

QUANDO SAIU DE MIM

Quando você saiu de mim
Fiquei assim:
Como o dia morrendo
Sob o pôr do sol
Uma nau se perdendo
Do brilho do farol

Esperando o amanhcer
Pra poder navegar
E não se perder
Nas ondas da ilusão
Nas trevas da solidão

Qaundo você voltou pra mim
Chegou ao fim
Essa onda de desassossego
Essa forma de encarar o medo
Chegou ao fim

Agora posso sonhar
Sem precisar dormir
Pra vida acordar
E pro mundo existir

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DESCONHEÇO PAPAI NOEL

Eu tô com raiva de papai noel
Ele agora só quer ser bacana
Depois da fama só faz o papel
De garoto de propaganda

Das casas pernambucanas
Casas baias, americanas

Criança já virou cliente
Brinquedo agora é produto
Oferta se chama presente
E a demanda quer dizer mais lucro

Nas casas Pernambucanas
Casas baias, Americanas
O velho é xique, é importante
Também se encontra na Insinuante


Nem mesmo sei se eu mereço
Dele um abraço, um aperto de mão
Nessas casas tudo tem seu preço
Bem embalado pela ilusão

Eu vou deixar papai me enganar
Pra ele ficar feliz do coração
Mas meu presente nunca vai comprar
É que o amor não está na promoção

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

AO NASCER DA LUA

AO NASCER DA LUA
Já sinto sua presença
Ao nascer da bela lua
Crescente, minguante ou nova
Inova o cenário da rua
Amo cada anoitecer
Resgato o prazer de viver
Ancorado na beleza sua

Banha a face do mar
Realça o brilho da maré
Amante eterna da boemia
Guarda o segredo da alegria
Assim, com seu jeito de mulher!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A PEDRA QUE NÃO CONSTRÓI

1

Eu já ouvi falar
Da pedra que castigou
Que das mãos de um Fariseu
Jesus Cristo enfim tirou
Pra salvar a Madalena
Que em Jerusalém pecou
2
E daquela que o pastor
De Israel chamado Davi
Usou pra vencer Golias
Está na bíblia e eu li
E da pedra filosofal
Que tentaram descobri
3
Das pedras que construíram
Lá em Roma o coliseu
As pirâmides do Egito
Que a história engrandeceu
Mas hoje falo de uma
Que aqui apareceu
4
Essa pedra é lamentável
Não se constrói alicerce
Só edifica a desgraça
Se desmorona e padece
Aquele que se vicia
Quando dela se entorpece
5
Tem até um apelido
Que parece ironia
Ela é chamada de crack
Mas não transmite alegria
E quem joga nesse time
viverá de fantasia
6
O crack é derivado
Da chamada cocaína
Nem o efeito da maconha
Do êxtase e da heroína
Levou tanto à juventude
Ao fracasso e a ruína
7
Quando a droga é inalada
Não dura meia hora
Seu efeito é rapidinho
De repente se evapora
Fazendo o jovem cativo
De um vício que devora
8
Devora sem piedade
A auto-estima e o prazer
Daquele que muito cedo
Perdeu a razão de viver
E vive perdendo a vergonha
Para o vício se manter
9
É triste, é deplorável
Quando chega a dependente
Perambula pelas ruas
Parecendo um indigente
Despreza o amor dos pais
Do amigo e do parente

10
Se desfaz da família
Da droga se faz refém
Vende a roupa do corpo
E até o corpo também
Pois seu valor tem o preço
Da pedra que o mantém
11
No início ela provoca
Uma forte alucinação
Altera com mais freqüência
As batidas do coração
Podendo morrer de infarto
Ou no mundo da perdição...

Essa vida é uma viagem
De passagem só de ida
Onde a última estação
É a esperança perdida
Se quer voltar não tem mais
O trem de volta à partida
13
Não podemos é deixar
Essa gente sem direção
Destruindo sua família
Por seguir na contra mão
Essa droga é uma doença
Que contagia a nação
14
Ela não tem preconceito
Não discrimina raça ou cor
E em toda classe social
Invade e provoca dor
Compromete a nossa paz
Espalha medo e terror
15
Se a gente considera
Um problema social
Não será prendendo a vítima
Que se evita esse mal
Pois a questão jamais será
Um caso policial!
16
E se a gente que matar
O mal pela raiz
E devolver às famílias
O prazer de ser feliz
Precisamos combater
Esse tráfico infeliz
17
Juntar as nossas forças
Família, escola, professor
A justiça e o poder público
Igreja, padre e pastor
Num projeto estruturado
E que seja inspirado
Sob a luz e a razão do amor!