quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

OUTROS CARNAVAIS

Espere aí
Eu vou com vocês
É...mais uma vez
Entrar nessa folia

Vê se me espera
Na praça do Coqueiros
Amigos companheiros
Cadê minha fantasia

Acho que está
Na face da alegria
Na pura poesia
Na inspiração

De uma gente
Que faz de improviso
Da tristeza o riso
A cada geração

Côco maluco
Por que ele se encantou
E nos fantasiou
Com os trajes da saudade
Café, amigo
Te esquecer jamais
Fizestes os carnavais
No calor da amizade!
(música em homenagem do bloco Côco Maluco
amigo Café)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FRAGMENTOS DA VIDA

Não quero mais viver em fragmentos
Ver-me em pedaços, pela metade.
Mendigando essa tal felicidade.
Por ignorar da vida os adventos

Quero me sentir meu próprio herói.
Superando  meu vilão invisível
Dizer que sou capaz e é possível.
Ceifar o inimigo que me destrói.

Sou ciente do quanto já perdi.
Quantas dores e renúncias cometi.
Em nome de um prazer que me condena.

Quero ter o que antes subestimei.
Aprender a amar os que não amei.
E acreditar que a vida vale pena!.

A FACE OCULTA DO POETA

A arte do pintor
É a sua verdadeira face
Exposta no disfarce
Pra não revelar a dor

E a do poeta
São os seus versos
Onde ficam submersos
As contradições do amor

Agora o ator
Convive com o dilema
Quando ele entra no palco
Só ele sai de cena

Mas cada um se completa:
O pintor rabisca a criação
O ator interpreta a inspiração
Que representa a poesia...o poeta!

ICAPUÍ

É bem ali
É bem ali
Icapuí
Icapuí

De frente ao mar
Vizinho à lua
Perto das estrelas
É, praia não tem rua

É bem ali
é bem ali
Icapuí
Icapuí

Fale pra aquele jangadeiro
Pra nunca ancorar
Este barco ligeiro

Peça pra manter firmeza
Que as marés e a correnteza
Não deve te afogar
Aprume o leme e abra as velas
Que o vento das janelas
Dos sonhos vão soprar.

Representa nossa terra
Do alto-mar até a serra
Seu destino é navegar
(MÚSICA INÉDITA)

UM PUNHADO DE POESIAS

Oh meu pai, por favor
Minha mãe não insista não
Eu não quero ser doutor
Não tenho nenhuma vocação
Meu negócio é fazer versos
Quando vem inspiração

E quando me chega a melodia
Com um punhado de poesia
Faço uma bela canção

Gosto mesmo é de ouvir
Um galope à beira-mar
Um canto , um improviso
Do artista popular

Ai como me dava alegria
Ouvir Elizeu Ventania
Concriz e João preá

Gosto mesmo é viajar
De trem, de carro ou a pé
Lendo um livro ou um cordel
Do Patativa do Assaré

E os versos de Antônio Francisco
Tem a força de um corisco
E a beleza da mulher.
(Música Inédita)

VIVA RONALDO VALENTE!

Dizem que no sertão não tem fartura
E a miséria que campeia não tem cura
Não conhece o meu lugar(bis)

Se lá não chove
O sertão verde faz brotar
Neste Campo grande
A semente da certeza
Que aqui vai melhorar

E a gente segue adiante
Por terra, trabalho e pão
Saúde e educação
Com direito de sonhar

E a gente segue adiante
Por justiça e igualdade
O direito á liberdade
Sem ter pressa de alcançar

Foi ele quem semeou
Tudo em prol de nossa gente
Os projetos do futuro
E assim saiu na frente
Falo deste nosso guerreiro
Nosso amigo companheiro
Viva a Ronaldo Valente

(música inédita)

ENTRE OS BASTIDORES

Não vou mais abrir janela
Nem passar minha flanela
Simplesmente pra brilhar

Nem dizer que foi engano
Levar sempre esse piano
Pro outro vir tocar

Não me acostumo mais aos bastidores
Emitindo luz e cores
Aos que receiam se apagar

A fantasia ficou lá no camarim
Que eu montei dentro de mim
Quando vivia apenas pra sonhar

Se desfez no palco da realidade
Hoje só me resta a saudade
Quando insisto em lembrar

Por favor, abra cortina
Que a certeza me ilumina
Pois minha sina é cantar!
(música inédita)